Hoje vou contar como "conheci" (somos primos 😉) a mulher da minha vida, a mãe dos meus piticos!
Dia 30/05/2013, quinta-feira, saio de casa em Campinas com destino a casa da minha mae em Guaxupé/MG, eu e meu filho Maurinho pra passarmos o fim de semana do feriado de corpus christi, que era naquele dia mesmo. Cheguei e ficamos la batendo papo o dia todo.
No dia 31, sexta-feira, passamos o dia em casa praticamente. Dei umas voltas pela cidade durante o dia e mais nada. Quando cheguei em casa minha mãe veio falando que minha prima Marcella iria dar uma passada em casa para, alem de visitar contar sobre o estado de saude de minha tia ("mãe" dela) que estava internada no hospital. Ja olhei com aquela cara de quem nao tava muito afim de visitas, afinal, pra mim parente só servia pra encher o saco.
Estava no banheiro quando ela chegou. Ouvi os cumprimentos delas e aparentemente tudo tranquilo.
Quando sai do banheiro, quase tive um treco quando olhei aquela Maravilha dos Deuses sentada na cozinha. Fiquei sem palavras. Mau saiu "oi" da minha boca. Fiquei parado, em pé olhando, admirando e ouvindo elas conversarem sobre tudo. Senti uma coisa estranha, como se ela tambem estivesse incomodada com a minha presença e com meus olhares. Nao era pra menos, meus olhos diziam "quero vc" a todo momento.
Em meio a conversa, comentamos que estávamos a fim de ir no mesmo lugar mas ela com a calça no varal, molhada e eu com a minha calca suja. Teria que lavar. Enfim, nao saimos. Logo ela se foi e ficou o pensamento "nossa, como esta linda aquela magrelinha" e a imagem do seu sorriso bem guardada na memoria.
Passei o restante do fim de semana sem noticias e sem novidades.
Cheguei em casa na segunda-feira cedo e aquele sorriso nao me saia da cabeca.
Fui viajar a tarde a trabalho e quando cheguei em casa na quarta-feira feira dia 05/06 pela manha me deu um certo aperto e resolvi entrar em contato via Facebook ja que nao tinha seu telefone. Mandei mensagem perguntando como estava minha tia mas nao tive resposta.
A noite minha mãe me ligou com uma notícia triste, minha tia havia falecido. Estava ai a explicacao da sensação de mais cedo. Como ja era tarde, por volta das 21hrs eu decidi deixar pra ir na manhã seguinte (06/05) bem cedo. Sai de casa as 5:30 da manha com destino a Guaxupé MG para o velório e a Marcella nao saia da minha cabeça. Como ela estaria?? Eu poderia ajudar??
Cheguei no velorio por volta das 8:30 porque perdi 20 minutos pra abastecer o GNV da Hoggar e o Maurinho quis ir ao banheiro no meio do caminho.
Ela estava la, linda porem desolada. Realmente arrasada com a morte da "mãe". Nao consegui falar com ela, tanto por respeito quanto por medo, sei la. Nao sei oq me deu mas fiz notar minha presença.
Após o velório fomos todos pra casa dela, onde morou a vida toda com os avós e ficamos la ate a tarde. Trocamos alguns olhares mas nada que me deixasse realmente confiante. Mais a tardinha meu filho me matou, estava brincando com ela e a chama de mamae. Nos olhamos e rimos da situação meio constrangedora pois ja havia a troca de olhares entre a gente. Por fim fomos embora pra casa da minha mãe.
No dia seguinte, 07/05 sexta-feira, chamei minha mae pra ir ate la ver como a Marcella estava e ela foi comigo. Chegando la, conversamos o resto da tarde de sexta e tambem no sabado (neste dia usei como desculpa pra ir ate la, a France, mae dela 😎). Assim ficou combinado de irmos no domingo pra juruaia na chacara do tio dela. Fomos embora e eu, ainda com aquele rosto lindo que nao saia da cabeça.
Domingo, 09/06, como tinha gente pra dar carona eu fui no meu carro e minha mae foi no dela. Chegamos na casa da Marcella e minha mae, vendo meu interesse, pediu pra Marcella ir comigo pra Juruaia "ha, vai la com William que ele ta sozinho". Ela nem pensou e veio, linda como sempre e partimos pra chácara do tio. Conversamos todo o caminho sem parar de falar 1 minuto sequer. Minha intensão era distrair sua cabeça pra nao pensar na morte da "mãe".
Chegamos. Entre conversas de diversos assuntos, criancas correndo e gritando, eu olho pra cima e há vejo, encostada no carro com um olhar distante, triste. Larguei tudo que tinha na mão, inclusive a conversa com o restante do povo e me aproximei, parei na sua frente e qdo ela me olhou e uma lagrima escorreu dos seus olhos e eu, mais do que depressa corri meus dedos em seu rosto pra limpa-lo e a puxei pra um abraco forte e longo e ela correspondeu a altura.
Aquilo foi como um soco em minha cara. Eu tremi. Uma das sensações mais gostosas que ja senti. Ela se acalmou e continuamos conversando a sós. Ali tinha umas 20 pessoas pelo menos e ninguem veio atrapalhar, parecia que todos viam nossa "aura". Foi lindo.
Voltamos embora juntos e conectados. Deixei-a em casa e mais um abraco daquele me fez entender que definitivamente eu a queria pra mim. Fui embora deixando um pedaço de mim pra trás.
Na segunda feira cedo, antes de partir pra Campinas, claro, passei la pra me despedir. Conversamos um pouco na calçada e na partida lhe dei um beijo na teste e um abraco curto mas intenso como sempre. Voltei pra Campinas mas minha cabeca e meu coração continuavam em Guaxupé.
A semana passou voando e a gente não parou de se falar. Eu esperava as notificacoes do Facebook Messenger porque sabia que era ela. Mesmo no trabalho eu respondia, correndo risco de bater o carro e tudo mas respondia. Queria ve-la o mais rapido possível e foi ai que ela chegou, sexta-feira dia 14/06. Infelizmente eu nao pude busca-la na rodoviaria pq estava voltando de viagem de trabalho e me atrasei, mas a noite fui levar meu filho na casa da avó e antes disso fui busca-la na mae dela pra sairmos. Deixei o maurinho na avó e parei no banco pra sacar $$. Qdo voltei, nos olhamos e fui beijar aquela boca linda e gostosa mas antes disso, batemos de testa 1 no outro 😂. Foi pra carimbar nosso inicio.
Alias, que beijo foi aquele....

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